O direito trabalhista voltou ao centro das atenções corporativas após uma decisão relevante do Supremo Tribunal Federal. O Ministro Gilmar Mendes determinou o levantamento da suspensão dos processos trabalhistas que discutem a chamada pejotização, permitindo que ações em trâmite nas Varas do Trabalho e nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) voltem a avançar. A suspensão foi mantida apenas para os processos em curso no Tribunal Superior do Trabalho (TST), enquanto o STF ainda não conclui o julgamento do Tema 1.389 (ARE 1.532.603).
Essa decisão tem impacto direto sobre empresas que adotam modelos alternativos de contratação e reforça a necessidade de uma análise jurídica criteriosa sobre as estruturas de trabalho em uso.
A pejotização consiste na contratação de trabalhadores por meio de pessoas jurídicas — as chamadas PJs —, em substituição ao vínculo empregatício direto previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Embora seja uma prática legítima em diversas situações, ela se torna juridicamente vulnerável quando há elementos caracterizadores de relação de emprego, como subordinação, habitualidade e exclusividade.
O julgamento do Tema 1.389 pelo STF é aguardado com grande atenção pelo mercado, pois definirá parâmetros objetivos sobre a licitude da contratação de prestadores de serviços por pessoas jurídicas, impactando diretamente a segurança jurídica de milhares de contratos em vigor no país.
Com o levantamento da suspensão nas instâncias ordinárias, os processos trabalhistas relacionados à pejotização voltam a tramitar normalmente. Isso significa que provas poderão ser produzidas, audiências realizadas e decisões proferidas — mesmo antes de o STF encerrar o julgamento do tema central.
Para as empresas, esse movimento exige atenção imediata em três frentes principais:
O reconhecimento judicial de vínculo empregatício em contratos de pejotização pode gerar passivos trabalhistas e previdenciários significativos, com impactos retroativos que incluem:
Em cenários de incerteza jurídica como o atual, a atuação preventiva é a abordagem mais eficaz para proteger os interesses da empresa. Princípios constitucionais como a segurança jurídica, a razoável duração do processo e a proporcionalidade orientam a interpretação das normas e reforçam a necessidade de decisões técnicas bem fundamentadas.
Empresas que aguardam passivamente a definição do STF correm o risco de ser surpreendidas por decisões desfavoráveis nas instâncias ordinárias, onde os processos já voltaram a tramitar. A assessoria jurídica especializada em direito trabalhista é o caminho mais seguro para identificar vulnerabilidades contratuais e agir antes que o risco se converta em passivo.
Uma estratégia jurídica eficaz frente ao atual cenário de pejotização e direito trabalhista deve contemplar:
A equipe trabalhista do GGAC Advogados possui experiência consolidada na análise de estruturas de contratação, revisão de contratos, avaliação de riscos e definição de estratégias preventivas e contenciosas relacionadas à pejotização no direito trabalhista.
Atuamos de forma personalizada para auxiliar empresas na identificação de vulnerabilidades contratuais, na organização de provas e na construção de soluções jurídicas alinhadas às particularidades de cada negócio — sempre com foco em segurança jurídica e eficiência processual.
A retomada dos processos de pejotização pelo STF representa um sinal claro: empresas que utilizam modelos de contratação por pessoas jurídicas precisam revisar suas práticas com urgência. Aguardar a conclusão do julgamento sem tomar medidas preventivas pode resultar em passivos significativos e desnecessários.
Se a sua empresa contrata prestadores de serviços via PJ, este é o momento de avaliar os riscos e agir estrategicamente. Entre em contato com nossa equipe trabalhista e descubra como podemos ajudar a proteger o seu negócio.
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